março 01, 2014

Entrevista - Com a Autora Sherri Wood Emmons

     
         Bom, leitores, hoje trago a vocês uma entrevista superinteressante com a autora Sherri Wood Emmons, sobre seu primeiro romance publicado Preces e Mentiras.
      
              Veja também a Resenha no blog . 
    
     Como eu gostei muito da obra achei interessante a entrevista, então confiram...
                       
                                                         
Sherri Wood Emmons



A entrevista:

 O que a motivou a escrever um romance?

   Na verdade, não começou como um romance. Eu só queria escrever algumas das minhas lembranças de infância.  Minha família passou vários verões no Vele de Coal River, em West Virginia, e algumas memórias que tenho de lá são as preferidas da minha infância. Mas ao escrever, comecei a me preocupar: “Será que aquilo aconteceu mesmo? Ou fui eu que inventei?”. Finalmente, eu me dei permissão para parar de me preocupar e apenas escrever. E então saiu um romance.


Como você teve a ideia para essa história?

    No começo pensei  em Reana Mae – uma menininha desprezada pelos pais, criando-se sozinha da melhor maneira que podia. E sua relação com Bethany, um tipo de irmandade de garotas desprezadas que salvava as duas de uma existência solitária. A história veio á medida que eu escrevia. Eu não sabia para onde estava indo até chegar lá.


Como você decidiu escrever na voz de uma criança?

     Comecei escrevendo na terceira pessoa, mas não deu certo. Então, tentei escrever sob a perspectiva de Reana Mae, mas havia segredos demais que eu ainda não queria revelar. Então Bethany como narradora fez sentido pra mim. Ela é próxima de Reana, mas fica longe do rio por grandes intervalos de tempo. Então, ela descobre os segredos de Reana com o passar do tempo, junto com o leitor.



Você criou alguns personagens fáceis de detestar, mas, ao final, Tracy e Caleb até acabam provocando certa empatia. Como isso aconteceu?

     Na verdade, eu não queria que ninguém ficasse com pena dos sois. Mas, ao escrever, não consegui resistir! Eu estava escrevendo cobre Caleb e todos os “fatores atenuantes” vieram á tona – o pai abandonou sua família, a mãe desistiu dele. Não são desculpas para aquilo que ele fez, mas explicam um pouco os seus motivos.
Quanto a Tracy, ela começou maldosa mesmo. Mas acho que, quanto mais escrevia, mas eu compreendia que ela era mentalmente doente. E, mais uma vez, naõ se trata de uma desculpa para suas ações, mas as explica um pouco. Quando ela morreu – quando  eu estava escrevendo aquela cena _, eu chorei. Fiquei surpresa com a tristeza que me invadiu.



Você escreveu sobre o “sangue ruim” na família de Bethany.  O que é “sangue ruim”?

    Sangue ruim é uma doença mental passada pela família. Eu não tentei definir a doença. Não sei o bastante sobre psicologia nem para tentar fingir que sei. Mas creio que tende para transtorno bipolar ou a narcisismo. De qualquer forma, ninguém tenta cuidar dessa doença. A família coloca panos quentes e ninguém toca no assunto, até que ele não possa mais ser ignorado.


Por que o titulo Preces e Mentiras?

    No começo, Bethany é muito ingênua e acredita em Deus àquela maneira de escola bíblica de domingo.  E essa fé fica abalada quando coisas ruins acontecem, coisas que ela não consegue racionalizar nem entender. Ao final, eu acho, ela continua a ter fé, mas uma fé menos “preto no branco”. Acho que é assim que acontece com a maioria das pessoas.


Algum conselho para aspirantes a escritores?

   Escreva! Eu sou a prova viva de que um primeiro romance pode ser publicado!


Nadia Oliveira


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